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sábado, 17 de dezembro de 2011

Acontecimentos no ano de 1723


  • Casamento do Marquês de Pombal

Quando era ainda apenas um fidalgo sem grandeza, aos 23 anos, Sebastião José, casou-se com uma viúva e importante dama aristocrata, D. Teresa de Noronha e Bourbon Mendonça e Almada (1689-1737), dez anos mais velha, sobrinha do conde de Arcos, o que criou a Sebastião de Carvalho problemas com a família da mulher.

Em circunstâncias pouco convencionais: rapta a noiva uma vez que ele não era aceite pela família desta, extremamente poderosa, que o considerava "um mau partido". Este casamento permitiu a integração de Sebastião José no grupo representante da alta fidalguia.

Não houve descendência neste primeiro casamento.



  • Surto de Febre Amarela em Lisboa.

A febre amarela é uma doença que, infelizmente, vitimou muitas pessoas antes que se descobrisse que este tipo de moléstia era transmitida por dois tipo de mosquito do gênero: Aedes aegypti eHaemagogus.

Antes das descobertas expansivas da Europa, os Europeus nunca haviam ouvido falar de tal doença, somente com a descoberta da América e da África que os primeiros infectados puderam ser conhecidos. Este tipo de moléstia é causada por um vírus. Ainda hoje há dúvida sobre o lugar de origem do vírus, mas a África Ocidental e as Antilhas são os mais prováveis refugio deste tipo de vírus.

Os primeiros relatos dessa doença, só foram feitos em meados do século XVII. Em pouco tempo os europeus tiveram a desagradável experiência. Em 1665 uma esquadra inglesa perde em Santa Lúcia – pequena ilha do Caribe – 1440 tripulantes, numa expedição cujo total de homens era de 1500.

Em 1700 a febre amarela já estava na Europa. A península Ibérica foi o primeiro lugar em que a epidemia se manifestou, provocando 10 mil mortes em Cádis, em 1714. Em Lisboa, 6000 pessoas morrem de febre amarela em 1723

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Acontecimentos no ano de 1722

  • Revolta dos sobas angolanos no Quilengues

No dia 9 de Junho travou-se enorme batalha, de enormes desproporções entre os contendores, muito embora da parte portuguesa houvesse mais organização e experiência, resultou aquele combate na província de Quilengues enorme mortandade, entre os revoltosos, tendo na ocasião o príncipe Quiambollas fugido para lá do rio Catumbela, onde acabou por se render com a promessa de não mais se revoltar

Nota; Quilengues é uma vila e município da província da Huíla, Angola.

Tem cerca de 114 mil habitantes. É limitado a Norte pelo município de Chongoroi, a Este pelo município de Caluquembe, a Sul pelos municípios de Cacula e Lubango, e a Oeste pelos municípios de Bibala e Camucuio.

É constituído pelas comunas de Quilengues, Dinde e Impulo. As principais actividades são a agricultura, comércio e criação de gado.

Foi colonizada pelos portugueses a partir de 1770.

  • Embaixada da China em Portugal

Quando o imperador Kangxi da China, enviou ao rei D. João V no dia uma embaixada saída da China a 3 de Março de 1721, o Pe António de Magalhães (missionário em Macau desde 1696 e em Pequim a partir de 1716) essa embaixada era um sinal de que entre Portugal e a China as relações podiam continuar no recíproco respeito e com o apoio e a protecção necessários aos jesuítas lusitanos, insinuou-se a possibilidade de reconstituir aquele tecido sociopolítico que a «questão dos ritos» e as divisões internas à mesma igreja tinham profundamente desgastado.

Essa embaixada trazia presentes para o rei contidas em 60 caixas cuja avaliação foi de 300.000 cruzados. Só as 7 pérolas foram estimadas cada uma em 14.000 cruzados e entre outras coisas contavam-se flores artificiais feitas pelo próprio Imperador.

A recepção à embaixada teve lugar no dia 22 de Dezembro

  • Violento sismo no Algarve
Rezavam assim as crónicas de época

Em 27 de Dezembro, entre as 5 e as 6 da tarde, sentiu-se em Portugal um forte tremor de terra, mais intenso no sul do País. Foi sentido fortemente do Cabo de S. Vicente a Castro Marim e provocou estragos em Loulé, Tavira, Faro, Albufeira e Portimão. Houve muitos mortos, edifícios destruídos e muitas casas ficaram inabitáveis. (Moreira, 1991)

O tremor de terra, que não durou mais espaço que o de huma Ave Maria; mas tam violento, que fez hum grande abalo, e se abrirão algumas fendas na abobada da Igreja do Collegio, estallando algumas pedras das tribunas e portas.

O mesmo padeceo a Igreja, e mais officinas do Convento dos Capuchos, onde se tocarão per si as campainhas, que costumão estar junto aos altares. Tem-se noticia de vir correndo este
movimento desde o Cabo de S. Vicente, e de se ir dilatando pela extensão do reino: experimentando-se maior violência nas Villas de Albufeira, e Loulé, e nas cidades de Faro e Tavira. (...)”

Segundo Moreira de Mendonça, “padeceo o Reyno do Algarve humTerramoto fatalissimo, que durando pouco mais espaço, que o de uma Ave-Maria, forão tão grandes os abalos, que causou muitos estragos. Em Villa Nova de Portimão, ficarão arruinadas a Igreja do Collegio da Companhia, e a Igreja do Convento dos Capuchos. Em Tavira acabou como hum horroroso
trovão, cahirão 27 moradas de casas, a as mais ficarão arruinadas.

No rio se apartarão as agoas, de forma, que huma Caravella, que por elle hia sahindo ficou em seco por muito tempo. O Convento de S. Francisco ficou muito arruinado. Em Faro cahirão muitas casas, em que morreu alguma gente, ficando as mais abertas. O mesmo sucedeu á Torre da Igreja Cathedral, na qual fez o movimento de tocar os sinos.





terça-feira, 8 de novembro de 2011

Acontecimentos no ano de 1719

  • Clemente IX criou o Bispado do Grão-Pará
No dia 4 de março de 1719, o papa Clemente IX, através da Bula Copiosus in Misericórdia, criou o Bispado do Grão-Pará, sendo nomeado o seu 1º Bispo, D. Frei José Bartolomeu do Pilar, da Ordem dos Carmelitas Calçados.


  • Bartolomeu de Gusmão patenteia uma máquina voadora (a Passarola). A Inquisição persegue-o. Ele foge.

  • Lisboa, 26.10.1719 - A 23 viu a Corte um combate de Touros no lugar de Odivelas, de que foi mantenedor D. António da Silveira, festejando o casamento de D. Brás Baltazar da Silveira seu irmão, e fez tudo com muito luzimento, e mui ajustado aos preceitos de tourear. (GLO n.º 43, 26.10.1719).

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Acontecimentos no ano de 1719


  • Manuel de Azevedo Fortes é investido no cargo de engenheiro-mor do reino

Quadro atribuído a Pierre Antoine Quillard.

Integrado-se na corrente das Luzes, Azevedo Fortes foi engenheiro do exército tendo a sua formação na área das ciências exactas muito contribuído para a coloração da sua obra.

É autor do primeiro tratado sobre lógica integralmente escrito em português, quebrando o anterior monopólio do latim, a Lógica Racional Geométrica e Analítica, publicada em Lisboa em 1744.

Manuel de Azevedo Fortes (1660-1749) morreu em 28 de Março de 1749. Integrando-se na corrente das Luzes foi autor do primeiro tratado sobre lógica integralmente escrito em português: a Lógica Racional Geométrica e Analítica, publicada em Lisboa em 1744.

Nomeado Engenheiro-mor do Reino em 1719, tendo também escrito o Tratado do Modo mais fácil e exacto de fazer as Cartas Geográficas, de 1722 e O Engenheiro Português, obra em 2 tomos publicados em 1728 e 1729.

Fonte: Portal da História

  • Parte de Haia para Madrid D. Luís da Cunha na qualidade de Embaixador Extraordinário

Célebre diplomata no tempo de D. João V, comendador da ordem de Cristo, arcediago da sé de Évora, desembargador do Paço, enviado extraordinário às cortes de Londres, Madrid e Paris, e ministro plenipotenciário de Portugal no congresso de Utreque ; académico da Academia Real de História, etc.

Nasceu em Lisboa a 25 de Janeiro de 1662, e faleceu. em Paris a 9 de Outubro de 1749. Era filho de D. António Álvares da Cunha, guarda-mor da Torre do Tombo, e sobrinho de D. Sancho Manuel, conde de Vila Flor.

Seguiu muito moço os estudos da Universidade de Coimbra, onde se graduou na faculdade de direito canónico, e tendo desde logo mostrado extraordinário talento, foi nomeado em 1686, quando terminou o curso, desembargador da relação do Porto, contando apenas 20 anos de idade, passando depois para a de Lisboa.

Em 1696 foi nomeado embaixador na corte de Londres, em que revelou exuberantemente a sua grande vocação para a diplomacia. No ano de 1712 recebeu a nomeação de ministro plenipotenciário no congresso de Utreque, para auxiliar o conde de Tarouca, que já estava encarregado das negociações da paz.

Assinou nesse ano a suspensão das armas, a que se seguiu o tratado, celebrado entre Portugal, França e Espanha, que veio a ser assinado em 1715, o qual pôs termo à guerra da sucessão de Espanha.

Depois voltou a Londres como embaixador extraordinário, a felicitar o rei Jorge I, de Inglaterra, pela sua elevação ao trono, acompanhou este monarca a Hanover, donde novamente partiu para Londres.

Em seguida foi enviado a Madrid, que estava sendo governada pelo cardeal Alberoni. Teve graves contendas com este fogoso ministro, que numa ocasião, por causa duma reclamação de 600.000 patacas que Portugal apresentava, o tratou injuriosamente, chegando a voltar-lhe as costas. D. Luís da Cunha procedeu então com toda a energia.

Dotado dum fino tacto diplomático, percebeu que nessa ocasião não convinha à Espanha ter guerra com Portugal; era no tempo em que o embaixador espanhol em Paris, o príncipe de Cellamare, conspirara contra o regente, sendo a conspiração descoberta.

A França declarara guerra à Espanha, o marechal de Berwick invadira as províncias setentrionais da península, e Alberoni não podia desejar que um exército português o obrigasse a chamar para as suas fronteiras ocidentais uma parte das forças, que lhe eram tão precisas nos Pirinéus.

Por isso, D. Luís da Cunha mostrou-se resoluto e exigente, e conseguiu da Espanha pleníssimas satisfações, dando melhor seguimento aos motivos que levaram a sua nomeação em 16 de Fevereiro

terça-feira, 26 de abril de 2011

Saque da ilha de Santiago em Cabo Verde

O Forte Real de São Filipe, também referido como Fortaleza Real de São Filipe ou simplesmente como Cidadela, localiza-se no alto da Achada de São Filipe, na Cidade Velha, no município da Ribeira Grande de Santiago, na ilha de Santiago, em Cabo Verde.

Em posição dominante sobre a antiga cidade da Ribeira Grande, a 120 metros acima do nível do mar, foi a primeira e mais importante fortificação do arquipélago.

Em 1712 foi tomada de assalto por corsários franceses, sob o comando de Jacques Cassard, que, em seguida, saquearam violentamente a cidade, incendiando-a. Foi reconstruído na segunda metade do século XVIII.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Acontecimentos no ano de 1716

  • Nascimento de D. Gaspar filho ilegítimo de D.João.

Nascimento em Lisboa de D. Gaspar a 8 de Outubro de 1716 filho de D. Madalena Máxima de Miranda e de D.João V, foi o segundo «Menino de Palhavã».

Em 1758 foi designado arcebispo primaz de Braga, sucedendo assim ao seu tio José de Bragança, ele mesmo um filho bastardo de Pedro II de Portugal. Esteve nesse cargo até á sua morte a 18 de Janeiro de 1789

  • Regência de D.Maria Ana
A Rainha D. Maria Ana foi regente por duas vezes. A primeira foi em 1716, quando D. João V se afastou da capital. Retirado em Vila Viçosa, foi convalescer de uma doença séria mal esclarecida que apareceu depois de uma profunda crise de melancolia que atacou o Rei.
Foi durante esta regência que o infante D. Francisco Xavier se aproximou da Rainha e tentou repetir os actos que o seu pai, o Rei D. Pedro II, tinha feito com o irmão D. Afonso VI.

Tristemente célebre pela perversidade da índole. Diz dele Veríssimo Serrão que «continua a ser uma personagem enigmática da nossa história», «a quem se atribui o projecto de, por meios violentos, substituir o irmão no trono. Faltam as provas seguras do asserto, ainda que o infante não deixasse boa lembrança de seu nome, pelo instinto cruel e pela rudeza do seu viver. Dedicava o tempo ao exercício da caça, primeiro em Salvaterra e depois na tapada de Samora, raramente vindo ao Paço para participar nas solenidades religiosas. (...)

Tudo é misterioso no seu comportamento sendo quase certo que a partir de 1715 se consumou a sua ruptura com a família real».

Verdadeiro criminoso, «muito novo, um dos seus divertimentos, para mostrar a perícia em atirar ao alvo, era fazer fogo sobre os pobres marujos, que no serviço de bordo se empoleiravam nos mastros dos navios no Tejo, e que o saudavam quando o viam passar pelo rio.

Em Queluz, era o terror de toda a gente pelas crueldades. Ambicioso, alimentava a ideia de usurpar a coroa ao irmão como seu pai havia feito a seu tio, D. Afonso VI, por isso, para em tudo seguir aquele exemplo, quando D. João V saía de Lisboa, chegava a incomodar a rainha D. Maria Ana de Áustria, sua cunhada, fazendo-lhe corte descarada e inconveniente, procurando indispô-la contra o marido com intuitos ambiciosos.

A rainha, receando muito do seu carácter, procurou impedir a devota peregrinação que o rei projectava a Nossa Senhora do Loreto, na Itália.

Seus lisongeiros dizem que tinha grandes conhecimentos de náutica, teóricos e práticos. Rebelo da Silva, na Mocidade de D. João V, e A. F. Barata, nos Jesuítas da corte, falam do antipático personagem que se distinguiu pela crueldade e ambição.

Fonte:Wikipédia

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Acontecimentos no ano de 1710 (II)

  • Fevereiro,17-Criação duma Companhia de Comércio com Macau.
Até este ano de 1710 o comércio com Macau, assim como o de Moçambique e Timor, era incluído no do Estado da Índia, mas foi então decidido que o comércio de Macau se faria "em direitura" com Lisboa, sem passar por Goa.

Assim nesta data foi emitido um alvará, dirigido ao provedor, aos deputados da Mesa do Espírito Santo da Pedreira e aos homens de negócio que compunham a Mesa do Bem Comum do Comércio, contendo as condições para o estabelecimento da Companhia de Comércio de Macau, concedida pelo rei D. João V, pelo prazo de dez anos.


  • Junho,08-Guerra da sucessão de Espanha-Miranda do Douro cai em poder de forças espanholas.
A cidade foi tomada à traição e a sua guarnição aprisionada. O crime foi perpetrado pelo sargento-mor Pimentel que era o governador da praça, entregou-a ao marquês de Bay pela quantia de 600 dobrões.

  • Agosto,17-Morte do Padre Manuel Bernardes.

O Padre Manuel Bernardes, da Congregação do Oratório de S. Filipe de Néri. nasceu e morreu em Lisboa.

De acordo com a sua condição de sacerdote, sempre utilizou a ficção como instrumento de doutrina, girando sempre contudo em redot de acontecimentos verídicos, que sustentavam a eventual fantasia literária.
Em consequência as suas narrativas apenas são contos por acidente de propósito moralizante único.

São de Mendes dos Remédios as palavras seguintes a propósito da comparação entre António Vieira e Bernardes [...] distanciaram-se na prédica como na vida. Vieira foi um lutador; a sua vida prende-se por mais de um laço à história política de Portugal; Bernardes viveu o melhor e maior tempo da sua vida — 36 anos — entregue à meditação e à redacção dos seus livros na pobre cela da Congregação do Oratório. Lendo-os com atenção, escreve

Ou segundo António Feliciano de Castilho, sente-se que Vieira, ainda falando do Céu, tinha os olhos nos seus ouvintes e Bernardes, ainda falando das criaturas, estava absorto no Criador. Vieira vivia para fora, para a cidade, para a corte, para o mundo; Bernardes, para a cela, para si, para o seu coração.

A coleção das obras do Padre Manuel Bernardes compreende dezenove volumes, entre os quais se contam os Sermões e Práticas, os Exercícios Espirituais e Meditações da Vida Purgativa, Os Últimos Dias do Homem, os Tratados Vários, em cujo 2º tomo entra o Pão Partido em Pequeninos, alguns opúsculos e as suas melhores obras, Luz e Calor e a Nova Floresta. Durante o largo período em que viveu na Congregação do Oratório, o Padre Bernardes não cessou de trabalhar, até perder a vista e a lucidez dois anos antes de morrer.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Acontecimento no ano de 1711(11)

  • Fevereiro,08-Determina-se que só integrados em frotas comerciais os navios estrangeiros podem comercializar nos portos do Brasil.
  • Março,15-Guerra da Sucessão de Espanha-Recuperada a praça de Miranda do Douro.
A concentração de tropas para a recuperação de Miranda do Douro deu-se a 11 de Março de 1711. As tropas eram constituídas por 11 regimentos de Infantaria e 5 de Cavalaria, comandados por D. João Manuel de Noronha (conde de Atalaia).

Concentravam-se em Vimioso e em Alcanices (ocupada por forças portuguesas). Ao mesmo tempo, D. Francisco de Távora, comandante de cavalaria, procedia ao aprisionamento das barcas da passagem do rio Negro.

A acção começa no dia 13, às 5 horas da manhã, com um bombardeamento do castelo. No dia seguinte, após um ataque sobre o flanco da praça, abre-se uma brecha na muralha.

O comandante espanhol pede uma trégua de três dias que lhe é recusada. Vendo o exército português preparado para o ataque rende-se sem condições.

  • Junho-Guerra da Sucessão de Espanha-Cerco a Elvas pelo marquês de Bay.

Ano de 1708(II)

Maio,06-Lei que reitera antigas pragmáticas contra o luxo

Essas medidas tinham como objectivo "evitar a desordem do luxo" e o empobrecimento dos vassalos.

De entre uma infinidade delas, a lei de 6 de Maio de 1708, do tempo de D. João V, é a que hoje nos parece mais idiota: proibia o uso de fitas de cor nos chapéus pretos e de fitas pretas nos chapéus pardos, entre outras coisas, que caiam no ridículo de regulamentar por exemplo o número de bolsos, que deveria ser adaptado à medida da estatura do indivíduo.

Como sempre em Portugal estas leis, cumpriam-se no primeiro mês, infringiam-se no segundo e esqueciam-se no terceiro.

Gustavo de Matos Sequeira, em "Depois do Terramoto", escreve que todas as leis proibindo o luxo, as chamadas pragmáticas, tiveram pouca eficácia:

*Dezembro,12-Regimento das ordenanças militares

Por alvará procede-se a nova reorganização da Exército e estabelecem-se as Novas Ordenanças.

Com esta reforma "proibiu-se a venda de postos militares, bem como a sua troca entre oficiais de linha e oficiais das ordenanças ou dos terços de auxiliares ficando só autorizado entre oficiais de linha da mesma arma e graduação"

Foi exigido saber ler e escrever aos tenentes, alferes e sargentos. "Aboliu-se o antigo uso do alistamento e organização de tropas, a soldo de particulares".

*Bissau-É arrasada a fortaleza e extinta a capitania

A capitania de Bissau tinha sido criada em 1687 e sido nomeado 1696 o seu primeiro capitão-mor, José Pinheiro da Câmara,que iniciou de imediato, a construção da fortaleza.

Perante a ameaça dos franceses, por ordem de D. João V, foi extinta a capitania e arrasada a fortaleza. Só em 1766,por ordem de D.José I, se deu início aos trabalhos de construção da grande fortaleza de S. José de Bissau, ainda hoje digna de se admirar.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Nota importante

Aparentemente este blogue terá chegado ao fim, atendendo a um post anterior relatando a morte do Rei D.João V.

Contudo, nada disso acontecerá, pois como digo no sublinhado ao título deste blogue, aqui têm cabimento, todos os facto ocorridos no espaço histórico-cultural, próximo de Portugal, no tempo em que decorreu o seu reinado, não tem por conseguinte esgotado todos os acontecimentos, bem longe disso.

Recomenda-se que, para um melhor enquadramento dos factos se sigam as etiquetas laterais, onde os acontecimento se encontram organizados por ordem cronológica.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A morte de D.João V

No dia 29 de Julho de 1750, tinha o rei 60 anos, quando antes que se lhe toldasse o conhecimento, o cardeal-patriarca administrou a extrema-unção a D.João V, com a presença de todos os seus filho da Rainha "sentidíssima porém sem lágrimas" como se relatou na altura e do seu irmão infante D.António.

Segundo descrição da época "finalmente chegou o termo de expirar sua Magestade e sem movimento estranho, mas com serenidade e suma quietação, acabou a vida no Mundo", as 7 horas da tarde do dia 31 de Julho.

Imediatamente, após a família se ter retirado, segui-se o embalsamamento do cadáver real, observando-se que não havia lesões nos intestinos, muito embora a determinação da causa da morte indicasse qe "tanto do ventre como do cérebro vagava um licor morboso em tanta quantidade que se reconheceu acabara Sua Magestade de uma hidropisia do ventre mas não totalmente consumada".

As vísceras régias foram encerrada num vaso e enviadas para São Vicente de Fora, onde mais tarde o corpo viria ser sepultado. Não sem antes ter estado em câmara ardente, num dos maiores aposentos da Patriarcal, adornado com panos negros e onde se colocou um riquíssimo leito, com dorsel, sustentado por quatro pilares, uma peça de grande valor e já há muito destinado para as cerimónias fúnebres de pessoas reais.

No dia 3 de Agosto foi rezada pelo patriarca a missa de corpo presente e depois e vário cerimonial, pelas 9 horas da noite tudo se preparou para funeral.

Desfile de grande séquito, com a cavalaria do Terreiro do Paço e a infantaria nas ruas do percurso que seguindo pela Sé , e pelo Limoeiro até chegar ao local, onde os irmãos da Misericórdia puseram o caixão num esquife.

As cerimónias fúnebres foram magnificentes, decorrendo vários cerimoniais por todo o Reino, nomeadamente em Braga, governada pelo meio irmão de D.João, o arcebispo D.José,mas igualmente no Brasil e mesmo nalgumas irmandades de cortes estrangeiras, sediadas em Portugal, o fizerem.

domingo, 23 de novembro de 2008

O Tratado de Madrid

A assinatura deste tratado, também designado como dos Limites é assinado entre D.João V e Fernando VI por parte da Espanha sobre os limites das possessões portuguesas e espanholas na América do Sul.

O diploma consagrou o princípio do direito privado romano do uti possidetis, ita possideatis (quem possui de fato, deve possuir de direito), delineando os contornos aproximados do Brasil de hoje.

Aquele tratado assinado a 13 de Janeiro de 1750, consta de duas partes uma de estruturação geográfica dos territórios dos dois países e outra da defesa recíproca contra ataques inimigos.

Em termos gerais pode dizer-se que este Tratado ao revogar o velho Tratado de Tordesilhas, acaba por traçar aquilo que é hoje o Brasil. Com efeito, antes do Tratado de Madrid, o meridiano de Tordesilhas excluía a região onde é hoje o território gaucho, que era posse espanhola.Assim o Rio Grande Sul, o território das Sete missões e outras áreas no interior do continente, ficam em definitivo pertença portuguesa e a colónia de Sacramento é cedida à Espanha.

As negociações tinham começado 4 anos antes mas apesar de Tomás da Silva Teles (Visconde de Vila Nova de Cerveira) ter representado Portugal, foi Alexandre de Gusmão o redactor do Tratado

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

A Pragmática contra o luxo

Esta pragmática contra o luxo

Em que se regula a moderação dos adornos, e se proíbe o luxo e excesso dos trajes ,carruagens, moveis e lutos, o uso de espadas a pessoas de baixa condição, e outros diversos abusos, que necessitavam de reforma.

tiveram, também, o objectivo de trazer a exclusividade do luxo para a família real e acentuar, por esta via, a distância política entre a casa real, a aristocracia e as restantes elites, reforçando, por conseguinte, os efeitos do poder espectáculo.

Esta lei, interditava também as rendas de uso caseiro e pessoal, principalmente as de bilros, fabricadas em Vila do Conde e muito em voga na época ,ou rendas doutros locais como Peniche, cascais ou Setúbal,impondo sanções muito pesadas (pecuniárias, prisão, até degredo...) a quem a não cumprisse.

Os excessos que se estavam a cometer, já vinham desde os finais do reinado de D. Pedro II, mas agravaram-se durante o reinado de D. João V, pelo que se devem entender as pragmáticas, também como formas de controlo e disciplina, com o objectivo de servirem a distinção e a diferenciação social.

Foi longo o processo que antecedeu a publicação desse documento, ao longo de 31 capítulos determinava-se o que se deveria praticar em relação aos vários items, mas em todos os casos sempre uma ressalva que a lei não se estendia ás igrejas e ao culto divino.

A lei também se aplicava ás colónias, detalhando inclusivamente que os negros e mulatos, deviam usar, impedindo-os de trajar do mesmo modo que os brancos.

Tudo era regulamentado, não só as roupas ou jóias como objectos de decoração, cristais e vidros , mesmo que imitações de pedras preciosas. Quanto ao mobiliário nada de dourados ou prateados, só admitidos em molduras ou espelhos.

Sobriedade máximas nos veículos, nas carruagens e liteiras, nada de figuras ou máscaras, apenas as armas. Enfim um conjunto de detalhes muito vasto, porém com algo de positivos, não se permitirem de um modo geral importações, obrigando-se a produção em território nacional, ou em caso específicos vindos da Índia.

O que se disse atrás sobre o fundamento da pragmátca, para marcar a diferença social, fundamenta-se no facto da proibição da cor vermelha nos librés, por ser essa a cor dos librés da Casa real.

Estavam associadas medidas de segurança, como a proibição do uso de carapuças ou capotes que não deixassem ver a cara.

Foi grande a contestação possível como tentou explicar a Mesa do bem Comum do Comércio, na representação que enviou ao rei. logo que a Pragmática foi publicada, apresentando a sua argumentação quanto aos prejuízos que a referida lei iria trazer ao País e não demoraria a comprovar-se.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Quanto custou a fidelidade ?

O reinado de D.João V, continua a ser uma época que gera grande controvérsia, uns apontado ao rei apenas o epíteto de gastador, realçando apenas a forma desbragada com que delapidou a colossal fortuna que em ouro e diamantes entrava regularmente em Portugal.

Para outros, preferem não realçar este característica mas a sua extraordinária acção em prole das mais variadas artes, quer proporcionando enriquecimento de conhecimento no exterior, quer "importando", artesãos e mestres dos mais variados ofícios e artes, que aqui desenvolvessem trabalho, semeando conhecimento e "artes de bem fazer".

Em especial os historiadores brasileiros, na sua maioria preferem sempre focar as "extorsões", que foram feitas na sua pátria, por um rei perdulário, referindo as enormes somas de dinheiro, que foram gastas por exemplo com o papado chegando a afirmar alguns que só pelo título de Fidelíssimo terão sido pagos 450 milhões de cruzados, verba que nem o nosso mal-dizente Oliveira Martins, atinge já que se fica por menos de metade.

Realmente o papa Bento XIV, deu a D. João V (e aos seus descendentes) o título de “Fidelíssimo”, aceitando a exigência do rei de ser tratado da mesma maneira que as três grandes monarquias católicas da Europa - a França, a Áustria e a Espanha - e honrou a Sé de Lisboa com o título de Patriarcal, que D.João V recebeu em 23 de Dezembro de 1748, título comparável ao dos reis franceses, o de rei Cristianíssimo.

De alguma forma, e muito embora muito dinheiro se tenha gasto, o certo é que as relações eram excelentes e se o rei obteve da Santa Sé grandes privilégios, também nunca negou o seu apoio e auxílio ao papado, sempre que solicitado, coisa que como se viu, não teve inteira correspondência, por parte de outras coroas europeias bem mais poderosas.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

A morte do cardeal da Mota



Como já havia descrito neste post a criação das secretarias de Estado em 1736, não passou dum expediente organizativo, encontrado na altura para uma melhor gestão dos assuntos correntes do Reino, em nada pusera em causa a importância política de D.João da Mota e Silva, conhecido como o Cardeal da Mota, um vimanarense nascido a 14 de Agosto de 1685 e que muito embora não ostentasse nenhuma secretaria, na prática o papel era o de Primeiro-Ministro.

Recorde-se que aos secretários de Estado, apenas competia, além dos deveres de fidelidade e sigilo, responder ao que lhe fosse perguntado, sem nada querer decidir.

A importância do cardeal da Mota, é bem maior ainda após o agravamento da doença do rei em 1742, a rainha é transitoriamente feita regente, com a assistência do príncipe herdeiro D.José, ao que parece contudo, quando também Mota adoeceu, o País ficou paralisado, pelo menos assim se queixava a princesa Mariana Vitória na correspondência que trocava com sua mãe.

João da Mota e Silva, exerceu o cargo de cónego da Colegiada de São Tomé, tendo sido feito cardeal por Bento XIII no Consistório de 2 de Novembro de 1727, a pedido de João V.

Foi eleito arcebispo de Braga em 1732, mas nunca obteve confirmação da Santa Sé.

Faleceu em 4 de Outubro de 1747.


sábado, 27 de setembro de 2008

Acontecimentos no ano de 1747

Início da construção do Palácio de Queluz

Instituída em 1654 por Alvará Régio de D. João IV, a Casa do Infantado, pertença dos filhos segundos dos Reis de Portugal, incluía todos os bens confiscados aos simpatizantes de Castela após a Restauração de 1640.

Neste património incluía-se a Quinta de Queluz e o Pavilhão de Caça pertencentes, desde o último quartel do séc. XVI, a D. Cristóvão de Moura, 1º Marquês de Castelo Rodrigo.

No ano de 1746, o infante D.Pedro, segundo filho de D. João V e de D. Mariana de Áustria, tomou a iniciativa de proceder à sua requalificação passando a Palácio, cujo projecto inicial foi confiado ao arquitecto Mateus Vicente de Oliveira, a ser adaptado a residência de veraneio da família real.

O corpo principal do Palácio, erigido até 1758, com as suas formas baixas e serpenteadas, decoração harmoniosa e intimísta, foi completado após o casamento do Infante D. Pedro com D. Maria Francísca, a futura rainha D. Maria I , altura em que os opulentos salões do interior foram enobrecidos, e bem assim os ricos jardins palacianos, povoados de fontenários barrocos, de estátuas e de recantos para folguedo. Nesta campanha interveio o grande mestre francês Jean Baptiste Rotillion (falecido em 1782), a quem se deve o célebre «PaviIhão Robillion».

Queluz, que tem sido não poucas vezes comparado com o Palácio de Versailles, difere do conjunto de Luis XIV (aliás um pouco anterior) no sentido de escala e de proporções que a sua traça revela, quiçá com uma distribuição de valores gráficos mais equilibrada, dentro de um neo-classicismo ainda muito apegado ao formulário rococó. Apenas a força e exuberância do Pavilhão concebido por Robillion de fortes influências europeias francesas, austríacas - constitui nota mais avantajada e «evoluída» pois tudo o resto é bem português, nas escalas e no próprio espirito artístico.

Créditos: IPPAR


terça-feira, 29 de julho de 2008

Acontecimentos no ano de 1746

**-A colonização açoriana do Brasil

A colonização do Brasil por força de imigração sistemática, teve o seu início pouco anos depois do achamento, pois em 1532 uma expedição comandada por Martin Affonso de Souza, havia fundado uma primeira vila a que chamou São Vicente, que mais tarde se tornaria sede de próspera capitania.

Desde essa altura numerosos portugueses foram se estabelecendo ao longo do litoral brasileiro desde a foz do Amazonas até o estuário do Rio da Prata.

A emigração de casais açorianos para o Brasil começou no Século XVII, quando 50 familias constituídas por 219 pessoas embarcaram, no dia 29 de março de 1677, no barco Jesus, Maria e José em Horta, Ilha de Faial, com destino ao Grão Pará, atual Estado do Pará,.

A ideia era a fixação de famílias ao solo, para defender e povoar os actuias estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, pois a Coroa estava convencida que a melhor maneira de garantir a posse da terra era povoa-la.

Em 31 de agosto de 1746, o rei D. João V de Portugal comunicou aos habitantes das ilhas dos Açores que a Coroa oferecia uma série de vantagens aos casais ilhéus que decidissem emigrar para o litoral do sul do Brasil.

As vantagens do convite eram evidentes:

- "haverá um grande alívio nas ilhas porque elas não mais verão padecer os seus moradores, uma vez que vão diminuir os males da indigência em que todos vivem;"

- "haverá um grande benefício para o Brasil, já que os imigrantes irão cultivar terras ainda não exploradas."

O edital acenava com uma série de mordomias, a partir do "transporte gratuito até os sitios que se lhes destinarem para as suas habitações. e logo que chegarem aos sitios que haverão de habitar, se dará a cada casal uma espingarda, duas enxadas, um machado, uma enxó, um martelo, um facão, duas facas, duas tesouras, duas verrumas, uma serra com sua lima e travadeira, dois alqueires (27,5 litros) de sementes, duas vacas e uma égua.

No primeiro ano se lhes dará a farinha, que se entende bastar para o sustento, assim dos homens como das mulheres, mas não às crianças que não tiverem 7 anos e, aos que tiverem até os 14, se lhes dará quarta e meia de alqueire para cada mês.

Se dará a cada casal um quarto de légua em quadra, para principiar as suas culturas, sem que se lhes levem direitos nem salários algum por esta sesmaria. E quando, pelo tempo adiante tiverem família com que possam cultivar mais terra, a poderão pedir ao governador do distrito".

Estabeleceu-se que esses casais açorianos seria colocados em Santa Catarina e nas suas vizinhanças, "em que a fertilidade da terra, abundância de gados e grande quantidade de peixes conduzem muito para a comodidade e fartura desses novos habitantes".

Em menos de um ano, 7.817 pessoas declararam o desejo de se transferirem para o outro lado do Atlântico.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

D.Maria Bárbara rainha de Espanha

Com a morte de Filipe V a filha de D.João V , D.Maria Bárbara de Bragança pelo seu casamento com o Infante Fernando de Bourbon, torna-se Rainha de Espanha.

Tida como mulher de grande cultura, protectora das belas-artes, especialmente da música, teve como mestre Domenico Scarlatti, tendo rogado a seu pai quando do seu casamento, que deixasse Scarlatti partir para Madrid

Nomeado maestro de camera em 1746, da agora Rainha Maria Bárbara, ocupou esta posição até à sua morte, em 1757, formando com o seu mestre uma das duplas mais profícuas da história da música ocidental, já que a rainha era eximia com interprete do cravo.

Domenico Scarlatti nasceu em Nápoles no ano de 1685 (ano em que também nasceram Häendel e Bach), e morreu em Madrid em 1757, consagrado como um dos maiores compositores para cravo do séc. XVIII, a par de Bach e Couperin.

Scarlatti é um dos grandes, se não o maior virtuoso do período tardio do barroco. As sonatas que em Espanha viria a compor são testemunhos da grande capacidade de composição e execução de Scarlatti, e nelas inova de uma maneira nunca vista, introduzindo habilidades como mãos cruzadas, dando maior liberdade de composição e execução aos compositores vindouros.

A sua música é extremamente inventiva, e as suas sonatas para cravo são densas experiências auditivas, devido à sua complexidade. Um testemunho de um recital por Scarlatti afirmou que dentro do cravo se encontravam mil diabos, tal era a chama que saía daquele génio.


Sonata K 455



sábado, 21 de junho de 2008

Acontecimentos no ano de 1744

* A nomeação do marquês de Castelo Novo, para vice-rei da Índia

O preenchimento do cargo de vice-rei continuava a ser ocupado, pela principal nobreza, porque nisso via vantagens honoríficas e pecuniárias, mau grado o destacamento para paragens tão longínquas.

Porém desde a segunda nomeação do conde da Ericeira, que a preocupação do Rei e do Cardeal da Mota seu principal conselheiro, consistia em reduzir as despesas, que como se adivinha sempre torna menos interessante, este tipo de missões. Nomeadamente porque a redução do número de Companhias e a consequente redução de oficiais porque no dizer de Mota " a guerra regular na Índia, não necessita de tantos". Por consequência menos mercês que caberia também ao vice-rei satisfazer e provavelmente prometidas, deixariam de poder ser satisfeitas.
Talvez por isso quando D. Pedro de Almeida, foi notificado por carta da respectiva Secretaria de Estado, para o cargo de vice-rei da Índia, não colheu grande satisfação da parte desse dignatário da corte, nessa altura conde de Assumar, declarando-se "inconsolável, pelo desarranjo em que deixa a sua casa".
Tudo tentou em sua defesa, para se isentar dessa tarefa, relatando inclusivamente encargos com filhos e extensas e pesadas dívidas que deixava em sua casa.
O rei mostrou-se inflexível com a nomeação mas generoso com as mercês, aumentando a frota para três naus e concedendo tudo o que o conde achasse conveniente.
Naturalmente que a aceitação do cargo não pode deixar de acontecer. Verbas reforçadas para ajudar a resolver as problemas financeiros apresentados.

Recrutamentos à força não foram suficientes para as prometidas 3 naus, ficando-se por apenas 2 naus. Finalmente com a atribuição do título de marquês de Castelo Novo, se despediu do rei, tendo lhe este dito que " só dele fiava a restauração daquele Estado".

*-Auto de fé em Lisboa(21 de Junho)-Sentenciados 22 homens e 11 mulheres, acusados de maçónicos. Primeira sentença contra maçons radicados no país.

Como já disse o auto de fé, era um dos espectáculos favoritos do rei, nem nos anos da sua doença deixou de o fazer, porém dads as dificuldades de locomoção, D.João V ia de véspera para casa do inquisidor-geral o cardeal da Cunha ali pernoitando. tudo se fazendo para que o povo não se apercebesse da sua debilidade física.
Não houve por este motivo noticia se teria assistido a este.




segunda-feira, 26 de maio de 2008

Retrato de D.João V por Pedro Rodrigues


Este desenho hoje recebido, que me foi enviado pelo amigo Pedro Rodrigues, reflecte na perfeição o meu entendimento do que pretendo  este blogue  assuma.

Não um espaço doutoral de "educação de massas", título para o qual não me acho competente, mas um espaço ao dispor de toda a gente que queira colaborar.

As únicas condições  requeridas, são naturalmente e em primeiro lugar, se garanta o requisito mínimo de credibilidade, por forma a que se não torne este espaço inútil.

Em segundo lugar que os factos aqui referidos estejam datados, entre as datas da vigência do reinado neste caso de D. João V, entre os anos de 1707 e 1750, ano da sua morte.

As matérias aqui referidas, não necessitam de versar exclusivamente a História de Portugal, qualquer matéria acontecida no espaço cultural europeu ou não, tem sempre interesse  ser referido. Por esta razão este blogue não fechará portas, nem se considerará esgotado com a morte de D. João.

O meu email encontra-se anunciado no meu perfil  e desde já agradeço, todas as questões que me queiram colocar, ou colaboração que entendam por bem enviar.

Naturalmente que o que aqui digo no que ao âmbito do conteúdo da matéria a utilizar neste  blog, é extensível a todos os outros "blogues reais" que tenho em aberto

Voltando á pintura  remetida pelo amigo Pedro Rodrigues que me disse  tratar-se "duma pinturinha que fiz em tempos d el-rei D. João V , inspirado nos retratos de Louis XIV feitos por Rigaud em 1710 ou 1715", lhe digo que acho muito interessante e aproveitando  a sua autorização para a publicar, assim farei como terá ocasião de observar.

Os meus agradecimentos