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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Ano de 1708(II)

Maio,06-Lei que reitera antigas pragmáticas contra o luxo

Essas medidas tinham como objectivo "evitar a desordem do luxo" e o empobrecimento dos vassalos.

De entre uma infinidade delas, a lei de 6 de Maio de 1708, do tempo de D. João V, é a que hoje nos parece mais idiota: proibia o uso de fitas de cor nos chapéus pretos e de fitas pretas nos chapéus pardos, entre outras coisas, que caiam no ridículo de regulamentar por exemplo o número de bolsos, que deveria ser adaptado à medida da estatura do indivíduo.

Como sempre em Portugal estas leis, cumpriam-se no primeiro mês, infringiam-se no segundo e esqueciam-se no terceiro.

Gustavo de Matos Sequeira, em "Depois do Terramoto", escreve que todas as leis proibindo o luxo, as chamadas pragmáticas, tiveram pouca eficácia:

*Dezembro,12-Regimento das ordenanças militares

Por alvará procede-se a nova reorganização da Exército e estabelecem-se as Novas Ordenanças.

Com esta reforma "proibiu-se a venda de postos militares, bem como a sua troca entre oficiais de linha e oficiais das ordenanças ou dos terços de auxiliares ficando só autorizado entre oficiais de linha da mesma arma e graduação"

Foi exigido saber ler e escrever aos tenentes, alferes e sargentos. "Aboliu-se o antigo uso do alistamento e organização de tropas, a soldo de particulares".

*Bissau-É arrasada a fortaleza e extinta a capitania

A capitania de Bissau tinha sido criada em 1687 e sido nomeado 1696 o seu primeiro capitão-mor, José Pinheiro da Câmara,que iniciou de imediato, a construção da fortaleza.

Perante a ameaça dos franceses, por ordem de D. João V, foi extinta a capitania e arrasada a fortaleza. Só em 1766,por ordem de D.José I, se deu início aos trabalhos de construção da grande fortaleza de S. José de Bissau, ainda hoje digna de se admirar.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Ano de 1708



*Julho,09-Viena de Áustria-Casamento por procuração de D.João V com D.Maria Ana
A rainha D.Maria Ana da Áustria-07

*Outubro,27-Desembarca em Lisboa a Rainha D.Maria Ana


*Fome generalizada no reino-Devido a uma sucessão de maus anos agrícolas entre 1707 e 1711, que resultou na escassez de trigo e outros cereais e respectiva subida de preços.Que motivou vários motins com o de Abrantes neste ano.


segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Coroação e casamento real

  • Em 1 de Janeiro de 1707, realizou-se o levantamento e juramento de D. João Francisco António José Bento Bernardo, como 24º rei de Portugal, com o título de D.João V, o Magnânimo, o Rei-Sol Português, ou ainda num epíteto muito mais irreverente como o Freirático, pela sua obsessão sexual por freiras, como se anotará mais adiante.
  • Quando subiu ao trono o reino estava em guerra contra a Espanha e a França, em resultado da liga, que seu pai havia feito com o Imperador da Alemanha, Inglaterra e a Holanda pela sucessão do trono espanhol, por apoio ao arquiduque Carlos.
  • Na sequência de acordo já feito por seu pai, iniciaram-se logo em Dezembro de 1708, os festejos do seu casamento com D.Maria Ana da Áustria
  • Grande sumptuosidade nas festas do casamento, durante vários dias, mesmo com as dificuldades financeiras provocadas pela guerra (bem nossa esta característica). O povo esse como habitualmente regressaria "aos feijões e ao bacalhau", como quem diz que depois da ostentação real o povo voltaria ao seu pobre quotidiano.
Relato da chegada da Rainha e do casamento real retirado do Portal da História

Na viagem para Portugal tocou em diversos portos, realizando-se sempre pomposas festas, até que em 26 de Outubro chegou a Lisboa, onde teve uma imponentíssima recepção. No paço da Ribeira houve serenatas e músicas. No Terreiro do Paço queimaram-se fogos de artifício, e armou-se um anfiteatro, onde em três tardes sucessivas se realizaram corridas de touros. No dia 22 de Dezembro, seguidas dum pomposo cortejo, foram as pessoas reais e toda a corte à Sé, onde se cantou um solene Te -Deum.

No Anno Histórico do Padre Francisco de Santa Maria, vol. II, pág 334 e seguintes, vêem minuciosamente descritas as esplêndidas festas, os deslumbrantes cortejos e cerimónias, que se realizaram em Viena de Áustria e em Lisboa, assim como a descrição do dote da rainha. do contrato do casamento, e de muitas ofertas feitas pelo imperador da Áustria às pessoas que compunham a embaixada portuguesa