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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Acontecimentos no ano de 1710 (II)

  • Fevereiro,17-Criação duma Companhia de Comércio com Macau.
Até este ano de 1710 o comércio com Macau, assim como o de Moçambique e Timor, era incluído no do Estado da Índia, mas foi então decidido que o comércio de Macau se faria "em direitura" com Lisboa, sem passar por Goa.

Assim nesta data foi emitido um alvará, dirigido ao provedor, aos deputados da Mesa do Espírito Santo da Pedreira e aos homens de negócio que compunham a Mesa do Bem Comum do Comércio, contendo as condições para o estabelecimento da Companhia de Comércio de Macau, concedida pelo rei D. João V, pelo prazo de dez anos.


  • Junho,08-Guerra da sucessão de Espanha-Miranda do Douro cai em poder de forças espanholas.
A cidade foi tomada à traição e a sua guarnição aprisionada. O crime foi perpetrado pelo sargento-mor Pimentel que era o governador da praça, entregou-a ao marquês de Bay pela quantia de 600 dobrões.

  • Agosto,17-Morte do Padre Manuel Bernardes.

O Padre Manuel Bernardes, da Congregação do Oratório de S. Filipe de Néri. nasceu e morreu em Lisboa.

De acordo com a sua condição de sacerdote, sempre utilizou a ficção como instrumento de doutrina, girando sempre contudo em redot de acontecimentos verídicos, que sustentavam a eventual fantasia literária.
Em consequência as suas narrativas apenas são contos por acidente de propósito moralizante único.

São de Mendes dos Remédios as palavras seguintes a propósito da comparação entre António Vieira e Bernardes [...] distanciaram-se na prédica como na vida. Vieira foi um lutador; a sua vida prende-se por mais de um laço à história política de Portugal; Bernardes viveu o melhor e maior tempo da sua vida — 36 anos — entregue à meditação e à redacção dos seus livros na pobre cela da Congregação do Oratório. Lendo-os com atenção, escreve

Ou segundo António Feliciano de Castilho, sente-se que Vieira, ainda falando do Céu, tinha os olhos nos seus ouvintes e Bernardes, ainda falando das criaturas, estava absorto no Criador. Vieira vivia para fora, para a cidade, para a corte, para o mundo; Bernardes, para a cela, para si, para o seu coração.

A coleção das obras do Padre Manuel Bernardes compreende dezenove volumes, entre os quais se contam os Sermões e Práticas, os Exercícios Espirituais e Meditações da Vida Purgativa, Os Últimos Dias do Homem, os Tratados Vários, em cujo 2º tomo entra o Pão Partido em Pequeninos, alguns opúsculos e as suas melhores obras, Luz e Calor e a Nova Floresta. Durante o largo período em que viveu na Congregação do Oratório, o Padre Bernardes não cessou de trabalhar, até perder a vista e a lucidez dois anos antes de morrer.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Acontecimentos no ano de 1710(I)


  • Inicio da guerra dos Mascates
Esta designação refere ao nome que os brasileiros de Olinda, davam aos portugueses negociantes que habitavam o Recife.Rivalidades e divergências políticas, entre lealista(que defendiam a autoridade real) e separatistas, levaram a violentes conflitos.Problema que se resolverá no ano seguinte com a chegada dum nono governador Félix de Mendonça.

  • Agosto,16-Ataque a vários pontos do litoral brasileiro por uma esquadra francesa comandada por Duclerc. Rio de Janeiro é cercado.
No contexto de hostilidades entre a França e a Inglaterra, o rei Luís XIV de França autorizou o corso aos domínios ultramarinos de Portugal, tradicional aliado dos britânicos. Por essa razão, Jean-François Duclerc, no comando de seis navios e cerca de 1 200 homens, surgiu na barra da baía de Guanabara hasteando pavilhões ingleses como disfarce. As autoridades no Rio de Janeiro, alertadas pela Metrópole, já aguardavam a vinda do corsário francês, razão pela qual o fogo combinado da Fortaleza de Santa Cruz da Barra e da Fortaleza de São João repeliu a frota que tentava forçar a barra.

(retirado de Wilkipédia)

quinta-feira, 12 de abril de 2007

A Guerra dos Emboabas-(1707-1710)

Quando as notícias da descoberta de ouro em Minas Gerais se espalharam pelo Brasil e chegaram a Portugal, milhares de pessoas acorreram à região.

Claro que esse afluxo de pessoas desagradou profundamente aos paulistas, que reivindicavam a sua descoberta e consequentemente o direito ás exploração mineiras em exclusividade.

Chamavam-lhes pejorativamente emboabas ("estrangeiro" em tupi-guarani) ou seria segundo alguns, de mbuab, ou pinto calçudo, designação indígena de uma ave com pernas e pés

Entre 1708 e 1710, ocorreram vários conflitos armados na zona aurífera, envolvendo de um lado paulistas e de outro portugueses e elementos vindos de vários pontos do Brasil. A desordem e a insegurança facilitavam o aparecimento das escaramuças

O contrabando também imperava naquela zona, contrariando as determinações reais, que havia imposto cobrança de taxas sobre toda a mercadoria que entrasse nas Minas

O sangrento conflito, em que o medo, as traições e as vinganças pontuavam como poderosa artilharia, ao lado de pistolas, facas e setas, terminou em 1710, com a expulsão dos paulistas da área, abrindo a possibilidade para a acção da Coroa portuguesa naquele território. Formava-se a região das Minas.

Os emboabas aclamaram o riquíssimo português Manuel Nunes Viana como governador das Minas, que enriquecera com o contrabando de gado para a zona mineira.

(Manuel Nunes Viana foi um português radicado na Baía muito jovem. Ficou conhecido por actos de coragem que o levaram do sertão baiano para a região mineira onde se tornou proprietário de lucrativas lavras de ouro.

Várias lendas circulam sobre ele. O Dicionário de bandeirantes e sertanistas do Brasil alega que teria assassinado a filha, por não aprovar seu amor a um rapaz pobre; que afogava seus inimigos em uma lagoa próxima de sua fazenda; e que apressava a morte dos doentes ricos de sua região para tomar-lhes suas fortunas )(Retirado de Wilkipedia)

foi hostilizado por Manuel de Borba Gato , um dos mais respeitados paulistas da região. Nos conflitos que se seguiram, os paulistas sofreram várias derrotas e foram obrigados a abandonar muitas minas.

Um dos episódios mais importantes da Guerra dos Emboabas foi o massacre de paulistas , no chamado Capão da Traição . Nas proximidades da actual cidade de São João del-Rei, um grupo de emboabas chefiados por Bento do Amaral Coutinho,prometeu aos paulistas que lhes pouparia a vida, caso se rendessem, quando entregaram suas armas, foram massacrados impiedosamente.

Inconformados com o massacre que tinham sido vitimas à mãos do grupo liderado por Viana, os paulistas, desta vez sob liderança de Amador Bueno da Veiga, formaram um exército que tinha como objectivo vingar o massacre de Capão da Traição. Esta nova batalha durou uma semana

A guerra foi favorável os Emboabas tendo os paulistas perdido muitas possessões mineiras, mas donde se retirou a vantagem de pelo facto de terem feito explorações noutros locais, especialmente em Mato Grosso e Goiás, onde vieram a descobrir mais ouro

Estas foram as principais consequências da Guerra dos Emboabas:

  • Criação de normas que regulamentam a distribuição minas entre emboabas e paulistas.
  • Regulamentação sobre a cobrança do quinto.
  • Criação da capitania de São Paulo e das Minas Gerais, ligada directamente à Coroa, independente portanto do governo do Rio de Janeiro (3 de Novembro de 1709).
  • Elevação da vila de São Paulo à categoria de cidade
  • Pacificação da região das minas, com o estabelecimento do controle administrativo da metrópole.

sexta-feira, 2 de março de 2007

O Convento de Mafra-A promessa

Segundo José Saramago no seu livro "Memorial do convento", que põe na boca de D.João V a seguinte frase

«Prometo, pela minha palavra real, que farei construir um convento de franciscanos na vila de Mafra se a rainha me der um filho no prazo de um ano a contar deste dia em que estamos…»

corroborando esta ideia muito divulgada da promessa real em construir um convento, contra o nascimento de um filho,o que indicia alguma pressa nesse acontecimento.Já casado desde 1708, só em 1711 havia nascido a infanta D.Maria Bárbara, sendo provável que entretanto essa promessa tenha sido feita.

Se a razão da construção foi essa promessa, então começou a ser cumprida um pouco mais tarde, quando lançou a primeira pedra da igreja em Novembro de 1717, para a construção dum convento para capuchos arrábidos.

Se a razão da promessa foi não o nascimento de um filho, mas a cura de uma doença então o prazo de cumprimento do prometido, já é mais aceitável, pois há noticia que el-rei esteve retirado em 1716 em Vila Viçosa, por motivo de doença de cariz melancólico.

Deve ter sido uns anos mais tarde que surgiu a ideia de anexar um palácio, ao que estava destinado a servir apenas para a vida conventual,com um modesto projecto para abrigar 13 frades.

Talvez não se tenha tratado apenas de devoção, a ideia da construção do convento-palácio de Mafra, mas também o desejo de ostentar o seu poder e riqueza, pois o dinheiro do Brasil começou a entrar nos cofres, pelo que D. João e o seu arquitecto, Johann Friedrich Ludwig,iniciaram planos mais ambiciosos.

Representando um enorme esforço quer em dinheiro quer em pessoas."milhares de trabalhadores que vêm de todo o reino para Mafra" lia-se numa gazeta manuscrita em Setembro de 1729.

Construído em pedra lioz da região de Pero Pinheiro e Sintra, o edifício ocupa hoje uma área de cerca de40000 m2, com cerca de 1200 divisões, mais de 4700 portas e janelas, 156 escadarias e 29 pátios e saguões.