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terça-feira, 26 de abril de 2011

Saque da ilha de Santiago em Cabo Verde

O Forte Real de São Filipe, também referido como Fortaleza Real de São Filipe ou simplesmente como Cidadela, localiza-se no alto da Achada de São Filipe, na Cidade Velha, no município da Ribeira Grande de Santiago, na ilha de Santiago, em Cabo Verde.

Em posição dominante sobre a antiga cidade da Ribeira Grande, a 120 metros acima do nível do mar, foi a primeira e mais importante fortificação do arquipélago.

Em 1712 foi tomada de assalto por corsários franceses, sob o comando de Jacques Cassard, que, em seguida, saquearam violentamente a cidade, incendiando-a. Foi reconstruído na segunda metade do século XVIII.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Acontecimentos no ano de 1712


  • Janeiro,16-Parte para Roma o embaixador extraordinário D.Rodrigo de Sá Almeida e Menezes (Marquês de Fontes), mais tarde Marquês de Abrantes.
Em Roma já existia um embaixador mas D.João V decide reforçar a componente diplomática com envio de um outro embaixador para tentar resolver a questão do Padroado do Oriente e outros assuntos de menor envergadura, mas igualmente importantes.
Havia um problema de exclusividade de missões em especial na China, que Portugal pretendia manter e que Roma tentava alterar enviando ao Oriente, missionários de outros países europeus.
Os problemas coma cúria romana, acerca desta questão do padroado, era ainda mais complicada, mas as instruções de D.João V ao marquês de Fontes eram muito precisas. Podia ameaçar o Papa com duas medidas, recusa do núncio apostólico em Portugal e a criação dum tribunal para apreciação de todas as decisões papais antes da sua execução.
A ameaça do regresso ao um sistema político que sustenta o direito que tinham os Reis de interferir na vida interna da Igreja, constituía na altura uma ameaça séria aos poderes papais.
Havia três exigências importantes que Portugal requeria e que se prendia com a actuação do cardeal de Antioquia, Maillard de Tournon e as suas decisões sobre as interdições do culto rendido a Confúcio, que Clemente XI apoiava e que se mantinha preso em Macau, por pressão do Imperador da China.
Note-se que a apresentação ao papa só se viria efectuar 3 anos depois da sua chegada a Roma, provavelmente por força da magnificência do corteja com que se apresentou e cuja descrição se fará quando se abordar o ano de 1716.

  • Setembro,16-Chega a Goa o novo vice-rei Vasco César de Menezes, conde de Sabugosa.
0 seu governo foi um dos mais gloriosos que houve na Índia nos tristes tempos da decadência. Perdera-se já todo o prestígio e autoridade, e Vasco Fernandes César soube fazer respeitar de novo o nosso nome e as nossas armas 0 rajá Kanará tratara-nos com menos consideração; Vasco Fernandes César juntou rapidamente uma esquadra de 11 embarcações, cujo comando entregou a José Pereira de Brito, e este forçou as barras de Barcelor, Calianapor, Catapal, Moloquim, Mangalor e outras, queimou e destruiu navios e povoações, obrigando o rajá a pedir paz, e fazendo com que o rajá de Sunda, que seguira o exemplo do de Kanará, logo também se submetesse. O Angriá, um pirata indiano, assaltava-nos as embarcações, logo o vice-rei mandou uma esquadra de 15 navios comandada por António Cardim Fróis, atacar o porto de Culabo, onde o pirata se fortificara, e onde os portugueses lhe infligiram uma lição severa. As esquadras árabes de Mascate que estavam no porto de Surate e de Rugafroi que se achava na barra do Danda foram igualmente destroçadas pelos nossos navios. Assim o nome português voltou a ser, se não temido, pelo menos respeitado na Índia, e o Grão‑Mongol com quem mantínhamos boas relações, cedeu-nos, em prova de amizade, o pequeno território de Pondá, que confinava com as possessões portuguesas. No governo eclesiástico da Índia houve bastantes discórdias no tempo de Vasco Fernandes César, que nem sempre procedeu com a maior justiça na sua resolução
(retirado de Portal da História )

  • Outubro,19-Nasce D.Pedro o príncipe do Brasil 2º filho de D.João V.
Segundo filho de D.João V e de D.Maria Ana da Áustria, primeiro filho varão seria o herdeiro do trono, se não tivesse falecido com apenas 2 anos de idade.
Um ano depois da sua morte foi cantada em Roma, no palácio do marquês de Fontes, pelos cantores da Capela Pontifícia, não esta peça, mas outra do mesmo autor Nicola Porpora. Fica a nota para se perceber a beleza da música da época barroca.



sexta-feira, 6 de abril de 2007

D.Luis da Cunha


Nasceu em Lisboa a 25 de Janeiro de 1662, e faleceu em Paris a 9 de Outubro de 1740. Formou-se em direito na Universidade de Coimbra, tendo sido ainda com 34 anos nomeado embaixador na corte de Londres, e em 1712 recebeu a nomeação de ministro plenipotenciário no congresso de Utreque, para auxiliar o conde de Tarouca, que já estava encarregado das negociações da paz.


Célebre diplomata do século XVIII, enviado extraordinário às cortes de Londres, Madrid e Paris, foi um dos maiores do seu tempo, "atravessando" com a sua influência os reinados de D.Pedro II e de D.João V, marcando também a formação de D.José, pela recomendações e ensinamentos que lhe enviou, quando ainda princípe do Brasil.

Aconselhou-o entre muitas outras coisas a que não desse o título de confessor a ninguém, pois tal função apenas servia para esse eclesiástico se imiscuir nos negócios do reino, usando o confessionário como instrumento de influência sobre o rei.

Foi D.Luís da Cunha que recomendou a D.José, o nome de Sebastião de Carvalho e Melo, futuro marquês de Pombal, para ministro do Reino.

Esse testamento político de D.Luís da Cunha foi uma das obras políticas mais lidas e conhecidas no Portugal da segunda metade do século XVIII, mesmo que só tenha circulado por meio de cópias manuscritas.

Apresentado pela primeira vez em 1815 no Observador Português ,jornal português publicado em Londres, foi impresso em livro em 1820, e só reeditado em 1943 pela «Seara Nova», havendo uma edição brasileira de 1960.

D.João V foi realmente um rei absoluto, nunca convocou Cortes, mas algumas decisões não tomava sem ouvir, alguns conselheiros que o rodeavam.Mesmo atendendo ao afastamento da corte, pelas sua funções de embaixador, não pode deixar-se de considerar D.Luís da Cunha como um dos seus conselheiros, embora o fizesse duma forma indirecta, pois não se limitou a enviar para a corte relatórios sobre actividade diplomática, abordando muitas outras questões relevantes.

As mais variadas matérias o preocupavam, desde a preparação militar, que considerava inadequada, tendo por isso participado na reestruturação operada no exército por D.João V, logo a seguir á paz de Utreque.

No âmbito da educação, aconselhou o rei a promover a criação de bolsas de estudo, mandando os melhores alunos aprender no estrangeiro, noutras Universidade, para que depois de regresso a Coimbra, pudessem utilizar esses conhecimentos no ensino a terceiros.

Este era o título do seu testamento político

«Deus não pôs os ceptros nas mãos dos príncipes
para que descansem, senão para trabalharem
no bom governo dos seus reinos.»



quinta-feira, 5 de abril de 2007

Congresso de Utreque-(1712-1715)

O reinado de D.João V não regista qualquer vitória para a coligação militar a que pertencíamos, no decurso da guerra da sucessão de Espanha.

Vejamos

25-04-1707-Batalha de Almansa
26-05-1707-Capitulação de Serpa
07-05-1709-Batalha do Caia
08-06-1710-A praça de Miranda do Douro cai em poder das forças espanholas, muito embora tenha sido recuperada de novo em 15-03-1711
10-12-1710-Batalha de Vila Viçosa

Foi então assinado em 27 de Novembro de 1712 no Congresso de Utreque, um armistício com a França e Espanha, por 4 meses assinado entre D.João V, Luís XIV e Filipe V, então o novo rei de Espanha, que viria a consolidar-se em 11 de Abril do ano seguinte em Tratado de Paz e Amizade, rubricado unicamente entre D.João V e o rei de França.

A paz com a Espanha foi depois assinado em 1715 a 6 de Fevereiro ,pelo dois Reis e garantido por Jorge I de Inglaterra

Estes tratados foram impostos a todos pelo cansaço geral dos beligerantes.

D.Luís da Cunha, juntamente com o conde de Tarouca , representou com mérito os interesses portugueses em Utreque, cuja grande vantagem, para além do fim do conflito em si mesmo, consistiu na entrega a Portugal do território e colónia de Sacramento no Brasil, que havia sido atacada e conquistada no início da Guerra da Sucessão em 1704