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sábado, 27 de setembro de 2008

Acontecimentos no ano de 1747

Início da construção do Palácio de Queluz

Instituída em 1654 por Alvará Régio de D. João IV, a Casa do Infantado, pertença dos filhos segundos dos Reis de Portugal, incluía todos os bens confiscados aos simpatizantes de Castela após a Restauração de 1640.

Neste património incluía-se a Quinta de Queluz e o Pavilhão de Caça pertencentes, desde o último quartel do séc. XVI, a D. Cristóvão de Moura, 1º Marquês de Castelo Rodrigo.

No ano de 1746, o infante D.Pedro, segundo filho de D. João V e de D. Mariana de Áustria, tomou a iniciativa de proceder à sua requalificação passando a Palácio, cujo projecto inicial foi confiado ao arquitecto Mateus Vicente de Oliveira, a ser adaptado a residência de veraneio da família real.

O corpo principal do Palácio, erigido até 1758, com as suas formas baixas e serpenteadas, decoração harmoniosa e intimísta, foi completado após o casamento do Infante D. Pedro com D. Maria Francísca, a futura rainha D. Maria I , altura em que os opulentos salões do interior foram enobrecidos, e bem assim os ricos jardins palacianos, povoados de fontenários barrocos, de estátuas e de recantos para folguedo. Nesta campanha interveio o grande mestre francês Jean Baptiste Rotillion (falecido em 1782), a quem se deve o célebre «PaviIhão Robillion».

Queluz, que tem sido não poucas vezes comparado com o Palácio de Versailles, difere do conjunto de Luis XIV (aliás um pouco anterior) no sentido de escala e de proporções que a sua traça revela, quiçá com uma distribuição de valores gráficos mais equilibrada, dentro de um neo-classicismo ainda muito apegado ao formulário rococó. Apenas a força e exuberância do Pavilhão concebido por Robillion de fortes influências europeias francesas, austríacas - constitui nota mais avantajada e «evoluída» pois tudo o resto é bem português, nas escalas e no próprio espirito artístico.

Créditos: IPPAR


quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Acontecimentos no ano de 1712


  • Janeiro,16-Parte para Roma o embaixador extraordinário D.Rodrigo de Sá Almeida e Menezes (Marquês de Fontes), mais tarde Marquês de Abrantes.
Em Roma já existia um embaixador mas D.João V decide reforçar a componente diplomática com envio de um outro embaixador para tentar resolver a questão do Padroado do Oriente e outros assuntos de menor envergadura, mas igualmente importantes.
Havia um problema de exclusividade de missões em especial na China, que Portugal pretendia manter e que Roma tentava alterar enviando ao Oriente, missionários de outros países europeus.
Os problemas coma cúria romana, acerca desta questão do padroado, era ainda mais complicada, mas as instruções de D.João V ao marquês de Fontes eram muito precisas. Podia ameaçar o Papa com duas medidas, recusa do núncio apostólico em Portugal e a criação dum tribunal para apreciação de todas as decisões papais antes da sua execução.
A ameaça do regresso ao um sistema político que sustenta o direito que tinham os Reis de interferir na vida interna da Igreja, constituía na altura uma ameaça séria aos poderes papais.
Havia três exigências importantes que Portugal requeria e que se prendia com a actuação do cardeal de Antioquia, Maillard de Tournon e as suas decisões sobre as interdições do culto rendido a Confúcio, que Clemente XI apoiava e que se mantinha preso em Macau, por pressão do Imperador da China.
Note-se que a apresentação ao papa só se viria efectuar 3 anos depois da sua chegada a Roma, provavelmente por força da magnificência do corteja com que se apresentou e cuja descrição se fará quando se abordar o ano de 1716.

  • Setembro,16-Chega a Goa o novo vice-rei Vasco César de Menezes, conde de Sabugosa.
0 seu governo foi um dos mais gloriosos que houve na Índia nos tristes tempos da decadência. Perdera-se já todo o prestígio e autoridade, e Vasco Fernandes César soube fazer respeitar de novo o nosso nome e as nossas armas 0 rajá Kanará tratara-nos com menos consideração; Vasco Fernandes César juntou rapidamente uma esquadra de 11 embarcações, cujo comando entregou a José Pereira de Brito, e este forçou as barras de Barcelor, Calianapor, Catapal, Moloquim, Mangalor e outras, queimou e destruiu navios e povoações, obrigando o rajá a pedir paz, e fazendo com que o rajá de Sunda, que seguira o exemplo do de Kanará, logo também se submetesse. O Angriá, um pirata indiano, assaltava-nos as embarcações, logo o vice-rei mandou uma esquadra de 15 navios comandada por António Cardim Fróis, atacar o porto de Culabo, onde o pirata se fortificara, e onde os portugueses lhe infligiram uma lição severa. As esquadras árabes de Mascate que estavam no porto de Surate e de Rugafroi que se achava na barra do Danda foram igualmente destroçadas pelos nossos navios. Assim o nome português voltou a ser, se não temido, pelo menos respeitado na Índia, e o Grão‑Mongol com quem mantínhamos boas relações, cedeu-nos, em prova de amizade, o pequeno território de Pondá, que confinava com as possessões portuguesas. No governo eclesiástico da Índia houve bastantes discórdias no tempo de Vasco Fernandes César, que nem sempre procedeu com a maior justiça na sua resolução
(retirado de Portal da História )

  • Outubro,19-Nasce D.Pedro o príncipe do Brasil 2º filho de D.João V.
Segundo filho de D.João V e de D.Maria Ana da Áustria, primeiro filho varão seria o herdeiro do trono, se não tivesse falecido com apenas 2 anos de idade.
Um ano depois da sua morte foi cantada em Roma, no palácio do marquês de Fontes, pelos cantores da Capela Pontifícia, não esta peça, mas outra do mesmo autor Nicola Porpora. Fica a nota para se perceber a beleza da música da época barroca.