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quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Acontecimentos no ano de 1717


  • Julho,05-Nasce o infante D.Pedro Clemente 5º filho de D.João V e de D.Maria Ana.
D. Pedro Clemente Francisco José António nasceu em Lisboa e faleceu no Paço da Ajuda, a 25 de Maio de 1786. Foi príncipe do Brasil e, pelo casamento com a sobrinha D. Maria I, veio a ser o rei consorte D. Pedro III.

  • Outubro,16-D.Luís Carlos Xavier de Menezes, 5ºconde da Ericeira, toma posse como vice-rei da Índia.
Esta primeira nomeação, seguiu-se à do 1º Conde de Sabugosa entre 1712-1717, que havia reposto de novo o respeito pelo nome de Portugal na zona, que administrações anteriores, tinham deixado cair.

Esta primeira nomeação (haveria de ter outra nomeação em 1740) foi considerada danosa para a Fazenda Nacional em 1733, tendo o tribunal de Relação emitido uma sentença de pagamento de 400$000 réis.

O certo é que a situação na Índia não viria a melhorar nos anos seguintes, nem sob o ponto de vista militar nem financeiro

  • Dezembro-Primeira reunião no palácio do conde da Ericeira, da futura Academia Real da História de Portugal, que para alguns autores e identificado com a fundação da Academia de História.


domingo, 8 de julho de 2007

Fundação da fábrica de papel da Lousã


Não tendo identificado se a chegada a Portugal dum genovês de nome José Maria Ottone, conhecedor da técnica do fabrico de papel, aqui chegou por sua iniciativa ou por convite da casa real, o certo é que em 1708 D. Pedro II já lhe havia concedido alvará para a fundação da Real Fábrica de Nossa Senhora da Lapa em S. Paio de Oleiros, hoje conhecida como Engenho Velho, em sociedade com Vicente Pedrossen, capitalista da cidade do Porto.

Aproveitando a boa qualidade das águas no sitio do Penedo e a proximidade da academia de Coimbra, tradicional consumidora de papel, em 1706, deixa a fábrica da Lapa e inicia a construção duma nova unidade, fundando em 1717 o Engenho do Papel da Lousã com a participação do Estado. João Neto Arnaut dirigiu a construção e instalação daquela unidade fabril
.

Desde então, nunca mais a fábrica cessou a sua actividade, não obstante ter mudado várias vezes de proprietários.
  • 10 de Junho de 1875 – Constituição da Companhia do Papel do Prado, em consequência da fusão da Fábrica do Prado em Tomar (cujo Alvará de concessão foi outorgado pelo Marquês de Pombal em 2 de Julho de 1772) sob a égide de D. José I, com a Fábrica a Lousã.
  • Após 25 de Abril de 1974 – Ao longo da sua secular existência a empresa foi passando por diversos proprietários, sendo nacionalizada no período após o 25 de Abril de 1974, com a queda do governo Salazarista.
  • 1999 – Data da reprivatização da empresa - venda pela Portucel a um grupo de investidores privados.
  • Julho 2003 – Ocorre a cisão da Companhia do Papel do Prado, S.A., sendo constituída uma nova empresa a " Prado - Cartolinas da Lousã, S.A. " que integra a Fábrica da Lousã.
    • (informação recolhida em www.papeldoprado.com)

terça-feira, 29 de maio de 2007

Alexandre de Gusmão, embaixador em França


A corte francesa significava para D.João V o "sol" da sua existência que procurava sempre imitar, pelo que a nomeação dum embaixador, na altura chamava-se agente diplomático, para aquele País requeria algum cuidado na escolha da pessoa a nomear.

Em Fevereiro de 1717 nomeia um brasileiro nascido em Santos, Alexandre de Gusmão para esse cargo.

Pessoa de larga cultura diversificada quer pelo conhecimento de várias línguas, estudioso de matemática e filosofia experimental, estudou teologia em Coimbra que interrompeu quando embarcou para França como secretário do Conde da Ribeira Grande na sua missão de embaixador.

Aproveitou o tempo para estudar direito em Sorbonne.

Após alguns anos em Roma, regressou a Portugal tornando-se secretário do Rei.
O papel de secretário particular que primeiramente desempenhou, era de extrema importância junto do Rei, como seu principal conselheiro, tratando da correspondência, que se não limitava a redigir em nome do Rei, pois frequentemente apresentava pareceres sobre os mais variados assuntos, desde o sistema de capitação a ser aplicado nas minas de ouro do Brasil, até à questão da saída de ouro para outras nações europeias, sobretudo para Inglaterra.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

A batalha do cabo de Matapão


No final do ano de 1716 o Papa volta a pedir a D.João VI para que no ano seguinte não deixasse de tornar a mandar a sua armada em auxílio de Veneza.

A anuência de D.João VI ao pedido, determinou que fossem iniciados imediatamente os preparativos necessários, de tal modo que em 28 de Abril de 1717 o conde de Rio Grande do Sul fez-se ao mar comandado uma esquadra composta pelos seguintes navios: 7 naus, 2 navios brulotes, 2 navios auxiliares, totalizando 526 canhões e 3840 homens de guarnição. O que significaria uma força naval já de alguma importância.

Desta vez o conde de Rio Grande dirigiu-se directamente para a Sicília, fundeando em Palermo a 24 de Maio. Dali seguiu para Messina, onde chegou a 30.

A 10 de Junho lançava ferro em Corfu, onde já se encontravam as esquadras de remo de Veneza, do Papa, do grão-duque de Florença e da Ordem de Malta, sob o comando de André Pisani, a quem o Sumo Pontífice havia nomeado generalíssimo da armada cristã.

A armada cristã era constituída por trinta e cinco naus, quatro brulotes, três corvetas, tartanas ou setias, vinte e três galés e quatro galeaças que eram de Veneza.

Das trinta e cinco naus, vinte e seis eram venezianas, sete portuguesas e duas da Ordem de Malta; das vinte e três galés seriam doze de Veneza, cinco de Malta, quatro do Papa e duas do grão-duque de Toscana.

Logo que começou a clarear pôde ser vista distintamente a armada turca que fechava por completo a enseada de Hapan, onde se encontrava a armada cristã.

Era aquela constituída por vinte e duas grandes naus turcas, algumas delas com cerca de cem peças, e por vinte e uma outras mais pequenas de Alexandria, Tunes e Argel, além de nove galés, alguns brulotes e outros navios mais pequenos.

A batalha, apesar de ter sido travada no interior da enseada de Hapan, que fica a cerca de vinte e cinco milhas a NE do cabo Matapão, passou à História com o nome deste.

A batalha do cabo Matapão de 1717 terá sido também uma das últimas grandes batalhas navais da História em que tomaram parte galés em grande número, as quais, de resto, para nada mais serviram do que para dar reboque às naus por ocasiões de calma.

A armada turca acabou por retirar, depois de muito fogo disparado, mas que as condições de fraco vento determinaram que a mesma se desenrolasse de uma forma muito estática, com pouca movimentação de navios.

Como o comando de Pisani, não mostrou interesse em perseguir o inimigo o conde de Rio Grande,decidiu recolher ao porto de Corfu,tendo aquele insistido com o conde, para que se deixasse ficar ali durante mais algum tempo para prevenir a hipótese de os turcos virem procurar novo encontro com a armada cristã. Mas o conde recusou, alegando que tinha diante de si uma longa viagem para regressar a Portugal e que antes disso tinha necessidade de reparar os seus navios.

Após feitas as reparações em Messina,iniciou a viagem de regresso a Lisboa, onde chegou a 6 de Novembro de 1717.

Sob o ponto de vista estratégico, a batalha do cabo Matapão não teve qualquer repercussão sobre o desenrolar da guerra, continuando os Turcos, como anteriormente, senhores absolutos do mar Egeu.

(ver detalhes sobre a batalha em
http://www.marinha.pt/Marinha/PT/Menu/DescobrirMarinha/Historia/combates_navais/Cabo+Matapao.htm